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Prêmio ABL de Ficção romance teatro e contoDiploma Bertha LutzSanta Cruz do Sul15 de setembro1938escritoratradutorabrasileiracolunistaUFRGScolonização alemãGöetheSchillercatolicismoluteranosPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulVirginia WoolfRainer Maria RilkeHermann HesseDoris LessingGünter GrassBotho StraussThomas MannCelso Pedro Luftirmão marista1969Faculdade Porto-AlegrenseLiteratura BrasileiraUFRGSpsicanalistaHélio PellegrinoRio de JaneiroNélida PiñoncontosNova FronteiraromancesEstados Unidosficçãoprêmio União LatinaHarald WeinrichPrêmio ABL





















































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Lya Luft


Nome completo
Lya Fett Luft
Nascimento

15 de setembro de 1938 (80 anos)
Santa Cruz do Sul, RS
Nacionalidade

Brasil Brasileira
Cônjuge

Celso Luft (1963-1985, 1992-1995)
Hélio Pellegrino (1985-1988)
Filho(s)
3
Ocupação
Escritora, tradutora e ex-professora universitária
Principais trabalhos

As Parceiras (1980), Perdas e Ganhos (2003)
Prémios

Prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1996)

Prêmio ABL de Ficção romance teatro e conto (2014)
Diploma Bertha Lutz (2016)


Lya Fett Luft (Santa Cruz do Sul, 15 de setembro de 1938) é uma escritora e tradutora brasileira. É colunista mensal da revista Veja e professora aposentada da UFRGS.




Índice





  • 1 Biografia


  • 2 Carreira literária

    • 2.1 Seu estilo



  • 3 Obras


  • 4 Bibliografia


  • 5 Referências


  • 6 Ligações externas




Biografia |


Lya Fett nasceu em Santa Cruz do Sul, cidade gaúcha, de colonização alemã, filha do advogado e juiz Arthur Germano Fett. A sua família tinha muito orgulho de suas raízes germânicas e, por isso, considerava-se superior aos "brasileiros", embora seus integrantes tivessem chegado ao Brasil em 1825.[1] Durante sua juventude, Lya foi tida como uma menina desobediente e contestadora: não gostava de aprender a cozinhar nem a bordar e chegou a ser mandada para um internato durante dois meses. Porém, desde cedo foi uma ávida leitora — aos onze anos, já recitava poemas de Göethe e Schiller — e tinha um relacionamento mais natural com o pai, um homem culto a quem idolatrava, do que com a mãe. Aos dezenove anos, ela se converteu ao catolicismo, espantando aos pais, ambos luteranos.[2].


A partir de 1959, Lya passou a residir em Porto Alegre, onde se diplomou em Pedagogia e em Letras Anglo-Germânicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Passou a trabalhar então como tradutora de literaturas em alemão e inglês — já traduziu para o português mais de cem livros, dentre os quais se destacam traduções de Virginia Woolf, Rainer Maria Rilke, Hermann Hesse, Doris Lessing, Günter Grass, Botho Strauss e Thomas Mann.


Em 1963, aos vinte e cinco anos, Lya casou-se com Celso Pedro Luft, então um irmão marista, dezenove anos mais velho do que ela. Eles se conheceram durante uma prova de vestibular, para a qual ela chegara atrasada. O casal teve três filhos: Susana (1965), André (1966-2017) e Eduardo (1969). André Luft faleceu de parada cardiorrespiratória em 2 de novembro de 2017, aos 51 anos, enquanto surfava na Praia do Moçambique, em Florianópolis.[3]


De 1970 a 1982, ela trabalhou como professora titular de Linguística na Faculdade Porto-Alegrense (FAPA) e obteve o grau de mestra em Linguística (1975, pela PUC-RS) e em Literatura Brasileira (1978, pela UFRGS).[4]


Em 1985, separou-se do marido para viver com o psicanalista e também escritor Hélio Pellegrino, no Rio de Janeiro. Eles haviam sido apresentados um ao outro por Nélida Piñon. Em 1992, quatro anos após a morte de Pellegrino, Lya voltou a viver com Celso Luft, de quem ficou viúva em 1995.



Carreira literária |


No início de seu primeiro casamento, Lya Luft começou a escrever poemas, reunidos no livro Canções de limiar (1964). Em 1972, foi publicado seu segundo livro de poemas, intitulado Flauta doce. Quatro anos mais tarde, escreveu alguns contos e mandou-os para um editor da Nova Fronteira, Pedro Paulo Sena Madureira, que os considerou "publicáveis". Em 1978, foi lançada sua primeira coletânea de contos, Matéria do Cotidiano.


O mesmo editor da Nova Fronteira tinha aconselhado Lya a escrever romances. Daí surgiu As parceiras, publicado em 1980. No ano seguinte veio A asa esquerda do anjo. Tais livros foram influenciados por uma visão de morte que a autora teve depois de sofrer um acidente automobilístico quase fatal em 1979.


Em 1982, publicou Reunião de Família e, em 1984, outras duas obras: O Quarto Fechado e Mulher no Palco. O primeiro foi lançado nos Estados Unidos sob o título The Island of the Dead. Em 1987, lançou Exílio; em 1989, o livro de poemas O Lado Fatal; e, em 1996, o premiado O Rio do Meio (ensaios), considerado a melhor obra de ficção daquele ano.


Em 2001, Luft recebeu o prêmio União Latina de melhor tradução técnica e científica, pela obra Lete: Arte e crítica do esquecimento, de Harald Weinrich.


Em 2013, recebeu o Prêmio ABL, na categoria Ficção, Romance, Teatro e Conto, pela obra O tigre na sombra.[5]


No total, já escreveu e publicou 23 livros, entre romances, coletâneas de poemas, crônicas, ensaios e livros infantis.


Os livros de Lya Luft continuam sendo traduzidos para diversos idiomas



Seu estilo |


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Sou fascinada pelo lado complicado. Tenho um olho alegre que vive: sou uma pessoa despachada, adoro família, adoro a natureza. Mas eu tenho um outro olho que observa o lado difícil, sombrio. A minha literatura nunca vai ser "aí casaram e foram felizes para sempre". Minha literatura sempre nasceu do conflito, da dificuldade, do isolamento.


— Lya Luft



Obras |




  • Canções de Limiar, 1964


  • Flauta Doce, 1972


  • Matéria do Cotidiano, 1978


  • As Parceiras, 1980


  • A Asa Esquerda do Anjo, 1981


  • Reunião de Família, 1982


  • O Quarto Fechado, 1984


  • Mulher no Palco, 1984


  • Exílio, 1987


  • O Lado Fatal, 1989


  • A Sentinela, 1994


  • O Rio do Meio, 1996


  • Secreta Mirada,1997


  • O Ponto Cego, 1999


  • Histórias do Tempo, 2000


  • Mar de Dentro, 2000


  • Perdas e Ganhos, 2003


  • Histórias de Bruxa Boa, 2004


  • Pensar é Transgredir, 2004


  • Para não Dizer Adeus, 2005


  • Em outras Palavras, 2006


  • A Volta da Bruxa Boa, 2007


  • O Silêncio dos Amantes, 2008


  • Criança Pensa, 2009


  • Múltipla Escolha, 2010


  • A Riqueza do Mundo, 2011


  • O Tigre Na Sombra, 2012


  • O Tempo é um Rio que Corre, 2013


  • Paisagem Brasileira, 2015


  • A Casa Inventada, 2017



Bibliografia |


  • MENEZES, Raimundo de. Dicionário literário brasileiro. 2ª edição. Rio de Janeiro: LTC, 1978.


Referências



  1. ↑ DW-WORLD - Lya Luft: "A cultura alemã me influenciou muito"


  2. ↑ Revista Veja - No mundo da Lya


  3. ↑ https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/filho-da-escritora-lya-luft-morre-em-florianopolis-durante-surfe.ghtml


  4. ↑ Vida e Obra - Lya Luft


  5. ↑ «ABL comemora 116 anos e entrega os Prêmios Literários para obras publicadas em 2012». Academia Brasileira de Letras. 19 de julho de 2013. Consultado em 10 de maio de 2015 



Ligações externas |



Wikiquote

O Wikiquote possui citações de ou sobre: Lya Luft



  • Entrevista com Lya F. Luft , por Stella Máris Valenzuela.


  • Literatur von und über Lya Luft , listagem de obras.

  • Biografia de Lya Luft

  • Portal de biografias
  • Portal da literatura
  • Portal do jornalismo
  • Portal da educação
  • Portal do Rio Grande do Sul


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