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Milicia Nacional Bolivariana da Venezuela, em Caracas, Venezuela, em 5 de Março de 2014, durante aniversário da morte de Hugo Chávez.
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Revolução Bolivariana é o termo criado pelo antigo presidente da Venezuela Hugo Chávez para designar as mudanças políticas, econômicas e sociais iniciadas com seu acesso ao governo. A revolução está baseada, segundo Chávez, no ideário do libertador Simón Bolívar e tem como objetivo chegar a um novo socialismo. Uma de suas primeiras medidas foi aprovar, mediante referendo, a Constituição de 1999.
Os principais componentes da revolução são as missões bolivarianas, os círculos bolivarianos e a busca pela integração latino-americana. Daniel Hellinger, professor de ciência política na Universidade de San Luis, disse que os programas de bem-estar reduzido a taxa de pobreza na Venezuela a partir de cerca de 80% na década de 1990 para cerca de 20%, e terminou analfabetismo.[1]
A parcela mais pobre da Venezuela, viu durante o governo Chávez, suas condições de vida melhorarem drasticamente segundo apontam indicadores, no período de 1999, ano em que Chávez assumiu a presidência do país, até 2009, ano da divulgação dos dados, 20,1% do venezuelanos vivam sob extrema pobreza, número que caiu para 9,5% em 2007. A Venezuela possuía em 1999 50,5% de sua população na pobreza, o que equivalia a mais de 11 milhões de pessoas, número que caiu para 31,5%, segundo a pesquisa, de 24,6 milhões de pessoas no total, 18,8% saíram da linha pobreza.
Outra pesquisa, realizada pela Datanálisis, as classes E e D venezuelanas aumentaram seu consumo em 22% nos últimos 8 anos, devido ao aumento salarial que em 1999 era equivalente a 47 dólares e subiu para 371 dólares em 2007. De acordo ainda com o Ministério da saúde, a mortalidade infantil na Venezuela era de 21,4 para cada 100 mil habitantes em 1998 e caiu para 13,7 para cada 100 mil.[2]
Em 2015, sob a égide da Revolução Bolivariana, frente à gravidade da crise econômica, a Universidade Católica Andrés Bello, a Universidade Central da Venezuela e a Universidade Simón Bolívar, entre julho e agosto de 2015, estimaram que a pobreza na Venezuela chegou a 73% dos lares do país, recorde histórico desde o início das medições em 1975. Com inflação galopante, escassez de produtos e enorme variação cambial, a pobreza se deve à aceleração do aumento dos preços e o governo Venezuelano não divulga dados oficiais, mas analistas acreditam que o número tenha superado os três dígitos.[3]
Índice
1 Ideologia
1.1 Chavismo
2 Críticas
3 Ver também
4 Referências
Ideologia |
Segundo o historiador Alberto Garrido, autor de 12 livros sobre o assunto, a Revolução Bolivariana mistura elementos históricos e políticos de diferentes épocas, tentando conciliar uma democracia participativa com um partido civil e militar esquerda. Ele afirma também, que as grandes inspirações da ideologia de Hugo Chávez são o bolivariano Douglas Bravo, o peronista de esquerda Norberto Ceresole e o cubano Fidel Castro.[4]
Atualmente a ideologia bolivariana tem entre seus seguidores o falecido presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que, desde que começou na presidência da república, se autodenominou bolivariano e seguidor das ideias de Bolívar. Entre suas ações inspiradas na dita ideologia estão a mudança da Constituição da Venezuela de 1961 na chamada Constituição Bolivariana de 1999, que mudou o nome do Estado para República Bolivariana da Venezuela, e outros atos como a criação e promoção de escolas e universidades com o adjetivo bolivariana, como o são as Escolas Bolivarianas e a Universidade Bolivariana da Venezuela. Chavismo é o nome dado à ideologia de esquerda política baseadas nas ideias, programas e estilo de governo associados com o ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez.[5]Chavista é um termo utilizado para descrever fortes apoiantes de Chávez, que está intimamente associado com o apoio do chavismo.
Chavismo |
O Chavismo, comumente considerado uma vertente populista do secular caudilhismo latino-americano, é composto por três fontes básicas: as ideias de Simón Bolívar, Ezequiel Zamora e Simón Rodríguez,[6] e também um socialismo revisado que é definido como o "socialismo do século XXI" . Da mesma forma, o chavismo toma ideias de: Ernesto Guevara, Fidel Castro, Augusto César Sandino, Camilo Cienfuegos, entre outros. Vários partidos políticos da Venezuela apoiam o chavismo. Mas o partido principal, diretamente relacionado com Chávez, é o Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV). Outros partidos e movimentos de apoio ao chavismo incluem Pátria para Todos e Tupamaros.
Críticas |
Em abril de 2018, a principal revista de esquerda da França, Les Temps Modernes, fundada por Sartre e Simone de Beauvoir em 1945, apontou seu rompimento com o regime chavista venezuelano ao denunciar que a revolução bolivariana havia se revelado um grande fracasso. Em uma série de ensaios e entrevistas, a revista aborda os aspectos políticos, econômicos e sociais que levaram ao fracasso do modelo[7].
Ver também |
- Crise na Venezuela desde 2013
Referências
↑ Kraul, Chris; Mogollon, Mery (5 de março de 2013). «President Hugo Chavez dies at 58; hero to Venezuela's poor». Los Angeles Times (em inglês). ISSN 0458-3035
↑ «Em década de Chávez, pobreza caiu na Venezuela». www.bbc.com. Consultado em 6 de janeiro de 2017
↑ «Pobreza atinge recorde histórico na Venezuela». O Globo. 20 de novembro de 2015
↑ «"Revolução bolivariana" de Chavez mistura Exército, comunismo e nazismo - 14/08/2004 - UOL Últimas Notícias». noticias.uol.com.br. Consultado em 6 de janeiro de 2017
↑ «Chavez opponents face tough times». news.bbc.co.uk. Consultado em 6 de janeiro de 2017
↑ Gott, Richard (5 de julho de 2011). Hugo Chavez and the Bolivarian Revolution (em inglês). [S.l.]: Verso Books. ISBN 9781844678020
↑ Andrei Netto (3 de abril de 2018). «Intelectuais na França decidem romper com o chavismo». Estadão