Ogã Bangbala Referências Menu de navegaçãoMOÇÃO Nº 2631/2013Quatro Mestres do Carnaval Irão Homenagear o Mestre do CandombléLa mort défaite. Rites funéraires du candombléO Jovem Guardião Ajudará em FamíliaPrêmio Camélia da Liberdade será apresentado por Ruth de Souza e Jorge SáOrdem do Mérito Cultural homenageia artistas brasileirosexpandindo-o
Sacerdotes afro-brasileirosAgraciados com a Ordem do Mérito Cultural
ogãSalvadorCamélia da Liberdade2007Ordem do Mérito Cultural2014
Luiz Ângelo da Silva, conhecido como Ogã Bangbala, é um ogã[1][2][3].
Nascido em Salvador, iniciou-se como ogã no terreiro de Lili D' Òsun, da Nação Èfòn[4]
Na língua yorùbá, a palavra Ọ̀gá significa: senhor, mestre, que se destaca no ẹgbẹ́ (sociedade). No Brasil, a palavra foi modificada para Ogan, mas com o mesmo significado de uma pessoa que se destaca como senhor, ou mestre.
Luiz Ângelo da Silva, o Ogan Bangbala, dedica-se, há mais de 70 anos, a preservar e difundir o candomblé e a defender, com a experiência de seus 95 anos de vida, as tradições de matriz africana. Profundo conhecedor do ritual fúnebre, o axexê, Bangbala é o mais antigo ogan de candomblé vivo no Brasil. Por isso, casas de religião de matriz africana de todo o país o convidam, pelo menos uma vez por mês, para realizar o axexê.
E foi sempre com muita maestria, que o baiano Luiz Ângelo pautou sua vocação religiosa na vida do seu saudoso pai carnal, que era candomblecista. Muito jovem, Luiz Ângelo foi confirmado Ogan no Àṣẹ da Ìyálórìṣà Lili D' Ọ̀ṣun, da Nação Ẹ̀fọ̀n (etnia religiosa de cultura yorubá). A partir daí, ele ficou conhecido como Ogan Bángbàlà.
Amigo de muitos anos do Ogan Bángbàlà, o escritor e também Ogan José Beniste, explicou que a palavra Bángbàlà significa em yorùbá: ajude-me a receber riqueza. E riqueza de conhecimento é o que não falta ao mestre, que já comandou muito Àṣèṣé (ritual fúnebre do Candomblé Kétu) de importantes sacerdotes do Candomblé.
Polivalente, Ogan Bángbàlà fabrica Ṣẹ̀kẹ̀rẹ̀ (chocalhos feitos de cabaças) e Ìlù (tambores sagrados do Candomblé) em sua residência na baixada Fluminense.
Ele também já ministrou vários cursos de cantigas de Òrìṣà e percussão, e seus CDs com cânticos de Candomblé são procurados por muitos jovens Ogans, que admiram o trabalho do veterano.
Em 2007, recebeu o Prêmio Camélia da Liberdade, e em 2014, a Comenda pela Ordem ao Mérito Cultural.
Mestre Bángbàlà construiu toda a sua história, transmitindo seu precioso conhecimento religioso, por isso é amado e respeitado.
“Estar hoje aposentado pela saúde e trabalhando em prol da minha religião, aos 95 anos de idade, só me traz dignidade. Deus, Olorum, Xangô e Oxum já fizeram por mim mais do que eu merecia.” Pelo menos quanto a seu merecimento, eis algo de que seus admiradores certamente discordam dele.
Ìmọ̀ nà gbá mú pẹ́lù nánà èémí àti lọ́dò nà nírẹ̀lẹ̀!
(A sabedoria se aprende com a vida e com os humildes!)
Axé!
Recebeu a Camélia da Liberdade em 2007[5] e a Ordem do Mérito Cultural em 2014[6].
Referências
↑ MOÇÃO Nº 2631/2013. Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro
↑ Quatro Mestres do Carnaval Irão Homenagear o Mestre do Candomblé. Mulheres de Zé
↑ AQUINO, Patricia de. La mort défaite. Rites funéraires du candomblé. L'Homme, Année 1998, Volume 38, Numéro 147, pp. 81-104 (em francês)
↑ O Jovem Guardião Ajudará em Família. Extra, 23 de dezembro de 2012
↑ Prêmio Camélia da Liberdade será apresentado por Ruth de Souza e Jorge Sá. O Globo, 5 de abril de 2007
↑ Ordem do Mérito Cultural homenageia artistas brasileiros. Ministério da Cultura, 5 de novembro de 2014