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Nascidos em 1893Mortos em 1983Membros da Academia Brasileira de LetrasNobres do VaticanoEnsaístas do BrasilCríticos literários do BrasilProfessores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de JaneiroAgraciados com o Prêmio JabutiConvertidos ao catolicismo romanoNaturais da cidade do Rio de JaneiroModernismo brasileiroTeóricos da poesia modernaAlunos da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de JaneiroDistributismoAlunos do Colégio Pedro II


Prémio Jabuti 1979Rio de Janeiro11 de dezembro1893Petrópolis14 de agosto1983crítico literárioprofessorpensadorescritorcatólicobrasileiroSanta SépseudônimoNobel de LiteraturadistributistaPrêmio Alceu Amoroso LimaUniversidade Candido MendesCentro Alceu Amoroso Lima pela LiberdadeCosme VelhoRio de JaneiroJoão KöpkefrancêsColégio Pedro IIFaculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de JaneiroFaculdade Nacional de DireitoUniversidade Federal do Rio de JaneiroparaninfoSílvio RomeroJoão Carneiro de Sousa BandeiraAlberto de FariaOctávio de FariaAfrânio PeixotomodernismolivroensaioJackson de FigueiredocatolicismoUniversidade Santa ÚrsulaCentro Dom VitalrevistaPontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiroliteratura brasileiraConcílio Vaticano IIMovimento Democrata-Cristão no BrasilFrançaEstados UnidosUnião Pan-americanaÉrico Veríssimocivilização brasileirauniversidadesSorbonnecensuraregime militarimprensapensamentoestudantescaráter autoritárioUniversidade do Distrito FederalUniversidade do Estado do Rio de JaneiroConselho Nacional de EducaçãoserliberdadeAcademia Brasileira de LetrasMiguel CoutoFernando MagalhãesFamília Amoroso Lima



















































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Alceu Amoroso Lima Academia Brasileira de Letras


Manuel Bandeira (3º da esquerda para direita em pé), Alceu Amoroso Lima (5ª posição) e Dom Hélder Câmara (7ª) e sentados (da esquerda para direita), Lourenço Filho, Roquette-Pinto e Gustavo Capanema
Rio de Janeiro, 1936


Pseudônimo(s)
Tristão de Athayde
Nascimento

11 de dezembro de 1893
Rio de Janeiro, Bandeira do Distrito Federal (Brasil) (1891–1960).gif Distrito Federal
Morte

14 de agosto de 1983 (89 anos)
Petrópolis,  Rio de Janeiro
Nacionalidade

brasileiro
Ocupação

Crítico literário, professor, pensador, escritor e líder católico
Principais trabalhos

Introdução à economia moderna (1930), Preparação à sociologia (1931), No limiar da idade nova (1935), O espírito e o mundo (1936), Idade, sexo e tempo (1938).
Prémios

Prêmio Juca Pato (1964)

Prémio Jabuti 1979


Alceu Amoroso Lima (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1893 – Petrópolis, 14 de agosto de 1983) foi um crítico literário, professor, pensador, escritor e líder católico brasileiro.[1] Foi Conde Romano, pela Santa Sé.[2] Adotou o pseudônimo de Tristão de Ataíde.


Em 1965, sua obra foi considerada para receber o Nobel de Literatura.[3]


A sua visão política, como proposta socioeconômica para o Brasil, teve muita influência do pensamento distributista.[4]


Em sua homenagem em 1983 foi criado pela Comissão Justiça e Paz de São Paulo[5] o Prêmio Alceu Amoroso Lima, que é concedida pela Universidade Candido Mendes junto com o Centro Alceu Amoroso Lima pela Liberdade.[6]




Índice





  • 1 Vida


  • 2 Obras


  • 3 Academia Brasileira de Letras


  • 4 Antepassados


  • 5 Bibliografia


  • 6 Ver também


  • 7 Referências


  • 8 Ligações externas




Vida |


Filho do industrial Manuel José Amoroso Lima e da dona de casa Camila Peixoto da Silva, Alceu era neto do 1º Visconde de Amoroso Lima. Tinha duas irmãs: Carmen (1889) e Zaíra (1891). Nasceu no bairro do Cosme Velho, no Rio de Janeiro.[7]


Ao completar cinco anos, foi alfabetizado, no Rio de Janeiro, por sua mãe, com o método criado pelo professor João Köpke, com quem teria aulas particulares nos anos seguintes. Em 1900, viajou pela Europa com a família, sendo matriculado num colégio aristocrático para aprender francês.


De volta ao Brasil, cursou o Colégio Pedro II, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro (1913), atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O paraninfo de sua turma foi o professor de filosofia do Direito Sílvio Romero. Estagiou e advogou no escritório de João Carneiro de Sousa Bandeira, seu professor na Faculdade de Direito. Adotou o pseudônimo Tristão de Ataíde, ao se tornar crítico (1919) n’O Jornal. O pseudônimo distinguia a atividade de industrial da literária: dirigia então a fábrica de tecidos Cometa, herdada de seu pai.


Casou-se com Maria Teresa de Faria, filha do escritor Alberto de Faria, também da Academia Brasileira de Letras. O escritor e acadêmico Octávio de Faria era irmão de Maria Teresa e cunhado de Alceu Amoroso Lima, e o escritor e Acadêmico Afrânio Peixoto era casado com uma irmã de Maria Teresa de Faria, sendo assim concunhado de Alceu Amoroso Lima.


Aderiu ao modernismo em 1922, sendo responsável por importantes estudos sobre os principais poetas do movimento.


Após publicar seu primeiro livro, o ensaio Afonso Arinos em 1922, travou com Jackson de Figueiredo um famoso e fértil debate, do qual decorreu sua conversão ao catolicismo em 1928. Tornou-se um líder da renovação católica no Brasil. Em 1932, fundou o Instituto Católico de Estudos Superiores, e, em 1937, a Universidade Santa Úrsula. Após a morte de Jackson de Figueiredo, o substituiu na direção do Centro Dom Vital e da revista A Ordem.


Em 1941 participou da fundação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde foi docente de literatura brasileira até a aposentadoria em 1963.


Foi representante brasileiro no Concílio Vaticano II, o que o marcaria profundamente. Foi um dos fundadores do Movimento Democrata-Cristão no Brasil.


Publicou dezenas de livros sobre os temas mais variados. Morou na França e nos Estados Unidos no início da década de 50, onde foi diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-americana, cargo em que foi sucedido por Érico Veríssimo em 1952. Durante esse período, ministrou cursos sobre civilização brasileira em universidades inclusive na Sorbonne e nos Estados Unidos.


Tornou-se símbolo de intelectual progressista na luta contra as transgressões à lei e à censura que o regime militar após 1964 iria impor ao povo brasileiro.


Denunciou pela imprensa a repressão que se abatia sobre a liberdade de pensamento em sua coluna semanal no Jornal do Brasil e na Folha de S. Paulo. Patrocinou em múltiplas ocasiões as cerimônias de formatura de estudantes de diversas especializações que rendiam tributo a sua luta constante contra os regimes de caráter autoritário.


Foi reitor da então Universidade do Distrito Federal, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro e também membro do Conselho Nacional de Educação.


Conhece-se colaboração da sua autoria na revista Atlantida[8] (1915-1920).



Obras |


Impõem-se ao olhar de quem lê os seus textos os termos interligados de pessoa, ser, liberdade, eterno e moderno. Estas palavras são recorrentes em muitos de seus livros.



  • Estudos — Segunda série (1927)


  • Política (1932)


  • Idade, sexo e tempo (1938)


  • Elementos de ação católica (1938)


  • Mitos de nosso tempo (1943; 2a. ed., 1956, archive.org)


  • O problema do trabalho (1946)


  • O existencialismo (1951; 2a. ed., 1956, archive.org)


  • Meditações sobre o mundo interior (1953)


  • O gigantismo econômico (1962)


  • Revolução, reação ou reforma? (1964; 2a ed., 1999, archive.org)


  • O humanismo ameaçado (1965)


  • Memórias improvisadas (1973), um diálogo com o jornalista Cláudio Medeiros Lima


  • Os direitos do homem e o homem sem direitos (1975)


  • Revolução suicida (1977)


  • Tudo é mistério (1983)


Olivenkranz.png Academia Brasileira de Letras |


Foi eleito em 29 de agosto de 1935 para a cadeira 40 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Miguel Couto, sendo recebido em 14 de dezembro de 1935 pelo acadêmico Fernando Magalhães.



Antepassados |


Mesmo tendo enriquecido (graças às suas obras literárias, bastante apreciadas no Brasil e no Exterior), Alceu Amoroso Lima pertencia a uma família tradicional da elite, a família Amoroso Lima. Seu avô, Manuel José Amoroso Lima, foi nomeado o 1º visconde de Amoroso Lima. Era também, por via de mãe, sobrinho-neto de Adelaide de Morais e Barros, primeira-dama do Brasil.



Bibliografia |


  • FILHO, Alceu Amoroso Lima. Cartas do pai: De Alceu Amoroso Lima para sua filha, madre Maria Teresa. Moreira Salles, São Paulo, 2003.


Ver também |


Família Amoroso Lima, família de Alceu.



Referências



  1. Biografia na página do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC)


  2. BARATA, Carlos Eduardo de Almeida. «Subsídios para um catálogo dos títulos de nobreza concedidos pela Santa Sé aos brasileiros». Artigos genealógicos. Colégio Brasileiro de Genealogia. Títulos concedidos pela Santa Sé, ditos títulos papais, tabela I, ref. 3. Consultado em 22 de junho de 2010. Arquivado do original em 11 de outubro de 2010. Ref.: 3; Nome: Alceu de Amoroso Lima; Grau: Conde; Título: Amoroso Lima; Data da concessão: -; Papado: -.  |wayb= e |arquivodata= redundantes (ajuda); |wayb= e |arquivourl= redundantes (ajuda)


  3. «Lista de escritores considerados para o Prêmio Nobel de Literatura de 1965.». 4 de janeiro de 2016. Consultado em 7 de outubro de 2016 


  4. Alceu Amoroso Lima e o distributismo como proposta para o Brasil, Alessandro Garcia


  5. Fester, Antonio Carlos Ribeiro. «Justiça e paz: memórias da Comissão de São Paulo». p. 183. Consultado em 11 de julho de 2016 


  6. «Prêmio Alceu Amoroso será entregue no Rio de Janeiro». www.catolicanet.com.br. Consultado em 11 de julho de 2016 


  7. «Alceu Amoroso Lima». Educação. UOL. Consultado em 14 de agosto de 2013 


  8. Atlantida : mensário artístico literário e social para Portugal e Brazil (1915-1920) [cópia digital, Hemeroteca Digital]



Ligações externas |




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Citações no Wikiquote

  • Wikiquote

  • Perfil no sítio oficial da Academia Brasileira de Letras

  • Fotografias de Alceu Amoroso Lima no acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo

  • Página oficial de Alceu Amoroso Lima

  • Biografia de Alceu Amoroso Lima, CPDOC FGV

  • A reforma da educação da Revolução de 30 e a crítica de Alceu e dos católicos em Tempos de Capanema, capítulo 2, Políticas e Ideologias da Educação, Simon Schwartzman












Precedido por
Miguel Couto
Olivenkranz.png ABL - quarto acadêmico da cadeira 40
1935 — 1983
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Precedido por
Afonso Schmidt
Intelectual do Ano (UBE)
1964
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1979
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